Conheça o Pr. Jael Eneas
Entrevistamos o Diretor de Desenvolvimento Espiritual
Escrito por:
Oséias Sallazar
Nesse final do mês março, recebemos a notícia de que o pastor Narcizo Liedke Filho, responsável pelo Desenvolvimento Espiritual do Campus estaria nos deixando para ocupar o cargo de Diretor de Desenvolvimento Espiritual do UNASP, ou seja, dos 3 campi. Foi então que os líderes da igreja a nivel de União, guiados por Deus indicaram o nome do pastor Jael Eneas. Logo Abaixo segue a entrevista realizada pela equipe do portal IASP.br.
1. Qual seu nome completo, idade, estado civil, formação, sem esquecer da esposa e filhos?
JE - Meu completo é Jael Eneas de Araujo, embora seja mais conhecido porJael Eneas. Nasci em Santo André, SP, em 22 de fevereiro de 1954, filho e neto de obreiros aposentados pela CPB (Casa Publicadora Brasileira ) eColégio Adventista Brasileiro, atual UNASP, Campus SP. Casado com Lusmar Duarte, bibliotecária, temos três filhas jovens. MarjorieKaroline, arquiteta no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro. A Meire Ellen, nossa segunda filha, é jornalista e professora de música no IAP, Maringá, PR. E a caçula chama-se Evellyn Karen, estuda medicina na Universidade Adventista Del Plata, na Argentina. Minha formação é eclética: Cursei música (IMSP), teologia (IAE) e pedagogia(UFPA). Também fiz pós-graduação em educação e informática pela Universidade Federal do Pará. Tenho um mestrado em educação inconcluso, que pretendo concluir tão logo.
2. Há quanto tempo trabalha no ministério? Conte-nos um pouco de sua jornada. Poderia nos contar uma experiência que te marcou?
JE - Fui ordenado ao ministério em 1990, em Manaus, AM, quando liderava o Ministério Jovem, Música e Educação da então Missão Central Amazonas. Naquela ocasião acumulava também o Departamento de Comunicação, área que iniciei em 1988. E, nestes departamentos (educação, comunicação e música) permaneci por quase 22 anos consecutivos, passando pela Missão Maranhanense,União Norte Brasileira, Associação Espírito-Santense e União Este Brasileira, em Niterói, RJ. Porém, meus primeiros passos foram dados ao lecionar música sacra para o SALT, no antigo ENA (Educandário Nordestino Adventista) e dirigir o conservatório, em substituição ao maestro Harry Benett. Depois, aceitei chamado para o IAAI (Instituto Adventista Agro-Industrial), como professor e regente do coral do colégio. Alguns dos ensaios eram feitos debaixo dos jambeiros. As experiências mais marcantes foram vividas no internato e, depois, no campo de trabalho. No IAE, por exemplo, fim dos anos 70, a recém-nascida ACARTE era o objeto de consumo dos músicos jovens. O maestro Williams Costa Júnior gostava de compor a noite, em um piano de cor amarela que ficava em sua sala de trabalho. Não raras vezes, ficávamos escondidos junto a janela para ouvir os novos acordes que seriam cantados pelo Coral Carlos Gomes (muitas vezes, no sábado seguinte!). Lembro-me que o pastor José Maria Barbosa, diretor de jovens da Associação Paulista, ficava trocando idéias por horas a fio com o Costa Júnior. Assim, nasciam os congressos e seus hinos daquela época. Outras experiências foram experimentadas no evangelismo público, embora eu nunca tenha sido pastor distrital. Mas, como departamental, sempre valorizei o púlpito. O ministério é sempre um misto de lágrimas e alegrias. Por isso, ver pessoas saindo do tanque batismal para mim é a cena mais marcante. O sorriso, a liberdade em Cristo, a alegria em servir, são histórias de vida que acontecem todos os dias na área educativa, principalmente, no internato.
3. Sei que gosta de escrever. O senhor já trabalhou nessa área?
JE - Esta é uma paixão. Aprendi escrever com o maestro Williams Costa Júnior quando ele coordenava a seção "Movimento Artístico da IASD", na Revista Adventista. Depois, fui pegando o gosto pela coisa, com ajuda de muitas pessoas amigas e líderes, em destaque, o pastor Siloé de Almeida, atual ministerial e diretor de comunicação na Associação Paulista Central (Campinas, SP) e do jornalista Michelson Borges, editor na Casa Publicadora Brasileira. É nesta condição de "escriba", que colaboro com a Revista Adventista e com a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN), da Divisão Sul-Americana. A obsessão: a esperança nos move como Igreja. Esta é a pauta mais importante.
4. Como ficou sabendo que viria para o IASP?
JE - Tudo aconteceu muito rápido. Meu chamado inicial foi para ser,vice-diretor do Colégio Adventista de Hortolândia, na Associação Paulista Sudoeste, o mais novo campo paulista. Porém, na terça, 23 de março, um telefonema do professor Euler Pereira Bahia, reitor do UNASP, faz mudar a trajetória. "Você está sendo chamado para servir o UNASP", comunicava o magnífico reitor. Já no dia seguinte, aconteceu a posse como Diretor de Desenvolvimento Espiritual, o que inclui aPastoral Universitária. Estou feliz por várias razões: primeiro, porque Deus me dá o privilégio de continuar servindo a área a Educação Adventista. Segundo, retornar ao internato, lugar de emoções, onde a Missão da Igreja acontece 24 horas, todos os dias. Terceiro, trabalhar no IASP, onde a gente é feliz. Aqui vive-se em família. No UNASP respira-se companheirismo e paixão pelo que se faz. O pastor Narciso Liedke vai continuar no IASP, porque ele assume a pró-reitoria de Desenvolvimento Espiritual para os três campis do Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP).
5. Quais os seus planos no IASP para o ano de 2010?
JE - Na primeira entrevista com o professor Alacy Barbosa, diretor geral do IASP, ele fez dois desafios gerais: (1) fazer tudo bem feito e (2) tornar o espiritual numa marca distintiva do IASP. E, assim, vamos caminhar. O clima institucional se destaca pela amizade entre professores, alunos e comunidade. Há um forte estímulo acadêmico, porém, os aspectos espirituais se impõe como um valor visível em todas as atividades do colégio. Os cultos de adoração, aos sábados, impressionam pela reverência. Durante o ano, valores e crença terão mais visibilidade em todo o campus.
6. Por favor, deixe uma mensagem especial.
JE - Vivemos tempos urgentes. Por toda parte, há ansiedade, intensa busca por coisas baseadas em valores transitórios, como status, fama e dinheiro. Além disso, os sinais da breve volta de Cristo estão cada vez mais visíveis. Por isso, agora é tempo de unidade, missão, comunhão e paixão. Somos um em Cristo, por isso, ávidos por servir a Igreja. Isto nos desafia a buscar o poder do Espírito Santo para termos mais paixão pelas coisas do Céu.
É tempo de Viver a Esperança.
Que Deus possa abençoa-lo Pr Jael, aqui no IASP, como tem abençoado durante todo seu ministério. Felicidades e seja muito bem vindo a essa maravilhosa instituição.